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...

por Daniela Barreira, em 04.04.15

- Atum parece-me óptimo. - respondeu-lhe, com um sorriso.
- Na falta de melhor, vai ter de servir. - disse ele, enquanto colocava, em cima da mesa, duas tigelas e duas canecas que encheu de vinho.
Ela não respondeu, apenas sorriu, enquanto observava cada passo seu. Quem seria este homem? Porque parecia ele estar a cuidar dela? Bem vistas as coisas, foi ela que o recebeu naquela cabana. Deveria ser ela a preparar as coisas para ele, não ao contrário. Que imagem teria ele dela? Mas sentia-se enternecida a observar o cuidado dele, desde que ele chegou. Não tinha vontade de se sair dali. Daquele lugar, daquela cabana, daquele sofá de onde olhava para ele... Era, de facto, um homem muito bonito. E ainda não parou de sorrir desde que chegou. Nem de se preocupar com ela. Mesmo sem a conhecer... Olhava-o, mas os seus olhos fugiam sempre que ele a olhava de volta. Não conseguia explicar porquê. Ela sempre olhou as pessoas nos olhos... Havia algo de muito profundo nos olhos dele e naquele sorriso que ela ainda não tinha tido a coragem de encarar. Sentia-se envolvida num manto de segurança, calor e tranquilidade. Que ambiente aquele...
Ele abriu as latas de atum. - Tudo pronto, vamos?
Ela levantou-se, encaminhou-se até à mesa, olhou para ele, sorriu-lhe e sentou-se. - Obrigado, eu devia ter ajudado...
Ele sentou-se e esticou-lhe uma das canecas de vinho. - Deixar-me ficar aqui consigo já é a melhor ajuda. - sorriu.
Outra vez aquele sorriso...
- Como veio aqui parar? - perguntou-lhe ela.

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