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...

por Daniela Barreira, em 04.04.15

O seu coração começou a bater forte. Olhou para ele, ele dormia profundamente. Não se lembrava de se terem deitado, o que significava que foi ele que a deitou. Ela nos braços daquele homem, no colo daquele homem. E agora ali, com ele junto de si. Não se levantou, ficou a vê-lo dormir. Não havia comida para lhe preparar o pequeno almoço, não tinha como sair do sofá sem que ele acordasse... Não valia a pena sair dali, até ele acordar. Nem queria. Deixou-se ficar. Encostou-se mais para ele, enroscou-se contra o seu peito. O cheiro dele já lhe estava entranhado na roupa, na pele. Nos sentidos. Aquele silêncio... Fechou os olhos, deixou-se embalar pela respiração dele no seu ouvido, o seu peito a subir e a descer... Conseguia ouvir e sentir o coração dele. Abriu os olhos para o olhar mais uma vez. Até a dormir parecia que sorria. Desejou que ele demorasse a acordar, para que aquele sonho não acabasse já. Para poder partilhar aquele lugar, aquela cabana, aquele sofá, aquele abraço, com aquele homem desconhecido, todo o tempo que o seu coração desejasse. Que o seu coração precisasse. Afinal, foi o seu coração que a levou até ali. O que mais poderia ter sido?
Mas o seu desejo não se realizou, estava ainda a olhá-lo e a sorrir, quando ele abriu os olhos.
Ele sorriu.
- Começo o dia a ver esse sorriso?... Só pode ser um dia bom.
- Bom dia para si também. - disse ela, ainda a sorrir.
Ele apertou-a mais contra si, como que em resposta. Ela deixou-se estar... acabou de decidir que só ia sair de junto daquele homem quando ele quisesse.

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