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...

por Daniela Barreira, em 05.04.15

Ela paralisou, sentiu-se totalmente surpresa... Não estava nada à espera de um convite daqueles. Como é que ele podia querer a sua companhia se, como ele próprio disse, nem a conhecia? Ela queria dizer que sim, mas não sabia como. Nem se devia. Sorriu do seu próprio embaraço. Ele continuava a sorrir, à espera de uma resposta. E, provavelmente, por também perceber o embaraço dela. Finalmente ela respondeu:
- Por acaso, os meus planos eram os mesmos que os seus... Seguir sem destino.
- Nada é por acaso. - respondeu ele.
Um momento de silêncio. Aquele homem tinha a capacidade de a deixar sem resposta. Tinha um mundo tão profundo dentro de si, que ela não conseguia, ainda, decifrar... O que queria ele dizer com isto? Melhor... o que lhe queria, a ela, ele dizer com isto?
- A minha mãe sempre me disse que não devia aceitar convites de desconhecidos. - disse ela, em tom de brincadeira.
Ele gargalhou - Bom, quanto a isso acho que já não pode fazer nada, pois não? Dormiu, literalmente, com um...
Riram os dois, os seus olhos encontraram-se. Até a gargalhada dele a conseguia sossegar e inquietar ao mesmo tempo.
Ela tocou-lhe no braço e, ainda a sorrir, perguntou:
- Quando seguimos?

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