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...

por Daniela Barreira, em 08.02.16

Passaram-se minutos naquele silêncio e ela não conseguia adormecer. Não assim. Com aquele homem ali tão perto, mas não perto o suficiente. Ele dera-lhe o seu casaco para a aquecer, ofereceu-lhe a placa de esferovite para que ajudasse no seu conforto. E ele estava ali, no chão, sem casaco. E perto dela, mas não o suficiente. Hesita em quebrar o silêncio. Mas não resiste.

- Pedro? Está acordado?

- Parece que sim... Está tudo bem? Precisa de alguma coisa?

- Preciso...

Ele, num impulso, senta-se. – O que precisa?

- De si... Aqui ao pé de mim. Não consigo dormir assim, consigo aí no chão. Venha, dividimos o casaco e tentaremos dividir a placa de esferovite.

Ele sorriu. Ela parecia ler-lhe os pensamentos, os sentimentos, os desejos. Levantou-se, e ela já estava a acomodar-se para lhe dar espaço. A placa de esferovite era estreita, ele abraçou-a para conseguirem caber naquele espaço pequeno. Ela cobriu-o com o casaco que a cobria a si.

- Está a habituar-me mal, Alice... – mais uma noite... e aquela mulher de corpo colado ao seu.

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