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...

por Daniela Barreira, em 10.02.16

Tinha de conseguir arrastar-se, pelo menos, até mais perto dele, não podia ficar eternamente à espera de ser encontrada. Mas as dores lutavam contra ela, deixavam-na sem forças... Começou a arrastar-se, com o esforço, cansaço e dores de quem se tinha movido quilómetros e, no entanto, apenas andara uns centímetros. Sentía-se perdida. As lágrimas, nessas ela já não mandava... Caíam, sem parar.

Pedro começou a estranhar a demora de Alice e a fome começava a apertar. Queria ir procurá-la, ver se encontrava algo que pudessem comer, mas tinha medo de sair dali e que ela voltasse e se desencontrassem. Também ele escreveu uma mensagem na terra junto da que ela lhe tinha deixado. "Enganou-me, não voltou :) Se não nos encontrarmos por aí, espere por mim aqui, volto já também."  Começou a andar sem saber bem por onde ir, tinha um aperto no peito como quem tinha a sensação de que algo podia não estar bem... Parou, imóvel, quando viu aquele objecto no chão. Agora sim, tinha a certeza de que algo de estranho se passava... Era o sapato de Alice, perdido, sozinho, ali no chão.

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