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...

por Daniela Barreira, em 14.02.16

Ele sentia que devia quebrar o silêncio, enquanto caminhava, depois do que ela lhe dissera, mas não sabia como. Limitou-se a olhá-la e, desta vez, ela devolveu-lhe o olhar. Tinha os olhos inchados do cansaço, dor, esforço, lágrimas. Ele sorriu-lhe.

- Estamos quase lá. - disse-lhe.

Ela não disse nada, nem sorriu de volta. Aconchegou a cabeça mais a ele, contra o seu peito.

- Como se sente, Alice?

Alice respirou fundo.

- Cansada. Tão cansada...

Ele percebeu de imediato que aquele cansaço não se referia apenas ao cansaço físico, nem àquele momento. Olhou-a de novo e encontrou de novo o seu olhar perdido. Quem era esta mulher e o que lhe ia na alma?

Chegaram à porta do pavilhão e entraram. Encontraram um homem e uma mulher à entrada, sentados por detrás de um balcão, que os olharam de imediato de alto a baixo, com ar surpreendido. 

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